segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Sentida Presença

9 de Agosto de 2015, 38 graus iluminam este dia numa pequena aldeia no Norte de Portugal. Por entre as vinhas que animam este cenário pedalei numa antiga bicicleta, ao sabor do vento quente, pela fértil terra que alimenta o fruto que terá como destino um apreciável prazer mundano. Toda esta involvência que poderia ser descrita como um simples desfrute humano foi velozmente ofuscada pela sentida Presença. 

Cada vez mais me entretenho a apreciar a frequência que cada batida do meu coração emite fazendo com que cada instante deste músculo que me sustenta o físico seja de Pleno Amor. Vou constatando que quando a vibração se altera para um estado menos satisfatório é possível voltar a sintonizar apenas com um ligeiro impulso de vontade. E é aqui que se encontra a magia da Existência. Sentir o poder que habita no nosso coração. A experiência a que me proponho viver todos os dias, atingir a plenitude do Amor para que seja capaz de estar em estado de Paz permanente, independentemente do que acontecer, leva-me a tocar em pontos extremamente subtis da misteriosa complexidade que Somos. E é verdade que existe uma "Luz" mesmo quando a nossa desorientação é total. 
A capacidade de transformação é absolutamente eficaz quando vivemos os "milésimos de segundos"  Conscientes. E quanto mais fragmentarmos e penetrarmos nesta contagem de tempo em busca do Amor mais cintilante é o tesouro da vida. 
Para aqueles que já conhecem o meu trajecto não é de estranhar o que aqui escrevo, para os que agora aqui chegaram podem achar um pouco estranho e até pensarem que talvez não saiba o que é sofrer para de uma forma tão simples fazer esta descrição...Tendo em conta que o sofrimento não é quantificável, pois depende daquilo que cada um veio aprender, também eu tenho um historial de vida com algumas fases menos fáceis de assimilar onde tudo que era dado como certo ruiu e um enorme vazio se fez sentir, sem forças para recomeçar com vontade por vezes de desistir. Não o fiz, porque a alegria, embora muitas vezes camuflada, nunca se apagou. Com pequenos frutos já colhidos e profundamente grata por ter aprendido a viver sigo o caminho, agora sei para onde vou e para trás não voltarei. Aos poucos vou vos contando a minha história na Esperança de que não desistam porque é possível sobreviver resgatando a felicidade interior.